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Proteínas biotecnológicas lançadas no espaço!

A Bayer vem usando cristalografia de raios X há mais de 30 anos para caracterizar a estrutura tridimensional de moléculas de proteínas que são estudadas para aplicações em proteção de cultivos.

A cristalografia de raios X é importante para caracterizar a estrutura de proteínas biotecnológicas que estão sendo estudadas para aplicações em proteção de cultivos. Essa caracterização necessita de cristais de proteína de alta qualidade, que normalmente podem ser obtidos nos próprios laboratórios da Bayer. No entanto, para algumas proteínas, a qualidade desses cristais obtidos em laboratório não é boa o suficiente, o que dificulta a sua caracterização. É por isso que hoje, nossos pesquisadores contam com o espaço sideral para ajudar a resolver esse importante desafio.

A cristalografia de raios X é uma análise necessária para a caracterização de novas proteínas 

A Bayer vem usando cristalografia de raios X há mais de 30 anos para caracterizar a estrutura tridimensional de moléculas de proteínas que são estudadas para aplicações em proteção de cultivos (proteínas que conferem, por exemplo, proteção contra insetos e tolerância a herbicidas). 

Essa caracterização exige cristais de proteínas altamente ordenados que difratam os raios X o suficiente para resolver a sua estrutura. No entanto, quando todos os esforços em se obter um cristal de qualidade falham, os pesquisadores utilizam medidas extremas, incluindo o envio de tais proteínas para serem cristalizadas no espaço sideral – sem brincadeira! 

Os ambientes de microgravidade são conhecidos por serem altamente propícios ao crescimento de cristais de proteína de alta qualidade, pois minimizam, por exemplo, a sedimentação, podendo levar à produção de cristais de proteínas maiores e melhor ordenados, em comparação com aqueles obtidos em um ambiente de laboratório típico.

A Bayer enviou proteínas para a Estação Espacial Internacional (ISS) para cristalização em microgravidade

Uma equipe da Bayer (Plant Biotechnology Protein Sciences) ajudou a organizar e financiar uma colaboração com o programa JAMSS-Kirara (Japan Manned Space Systems Corporation), para obter a cristalização de proteínas em microgravidade na Estação Espacial Internacional (ISS), conhecida por hospedar programas de cristalização de proteínas para pesquisas abrangentes. 

Os membros da equipe da Bayer, Tim Rydel e Wenguang Liang, identificaram três amostras de proteínas de interesse que produziram cristais mal difratados no laboratório. As amostras foram enviadas ao JAMSS-Kirara no Japão no final de outubro de 2021, onde seguiram para o Centro Espacial Kennedy e foram lançadas à ISS via foguete Space-X Dragon em 21 de dezembro de 2021. No site da NASA, foi possível assistir ao lançamento ao vivo. 

As amostras permanecerão na ISS por um mês. Se tudo correr como planejado, o JAMSS-Kirara espera devolver as amostras para a Bayer em fevereiro de 2022, juntamente com cristais de alta qualidade que serão utilizados para promover pesquisas importantes sobre proteínas inseticidas.

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